Arquitetura Técnica

Arquitetos como técnicos do risco

OS TÉCNICOS E OS ARQUITETOS COMO TÉCNICOS DO RISCO

arquitetos coisificadores

Projetos de Arquitetos “Coisificadores”

Impedir o avanço tecnológico argumentando com os fracassos da sua utilização é confundir a nuvem como Juno… Trata-se, na verdade, e para além do mais, de por em causa as facilidades que a técnica permite para o aligeiramento de um quotidiano sobrecarregado, avaliando-a pela utilização que dela é feita pelo sistema através dos seus funcionários – os técnicos. É neste sentido que se pronuncia J. Lefebvre quando lança a palavra de ordem: “Toda a técnica ao serviço do quotidiano”. Esta posição esbarra contra um reduzido leque de opções que o sistema permite aos responsáveis pela sua aplicação. É dentro destes limites que é dado ao técnico optar, aplicando os seus conhecimentos em soluções de reforço do status, ou assumindo uma posição crítca constante no interior da estrutura, na tentativa de encontrar soluções que não sirvam ao reforço da ideologia dominante ou que sejam de difícil recuperação pelo sistema, o que exige permanente atenua às atualizações operadas pelas forças no poder.

Os arquitetos, cuja formação é também a de um técnico (especialista), encontram-se como tal desarmados ideologicamente, perdidos num labirinto de mitos, modas e perecíveis vanguardas fomentadas por escolas profundamente formalista e elitistas.

“Como se nosso sonho de arquitetos fosse o de sermos o arquiteto de Marques de Pmboal, ja que não podemos ser o próprio Maruês de Pombal – Arquiteto. Como se o sonho dos arquitetos fosse o de substituir o poder político para o pór ao serviço do poder” Portas Nuno.

Sendo a ideologia responsável pela definição dos comportamentos, complete aos coisificadores da ideologia” a criação dos espaços (da habitação e urbanos), de modo a que eles impeçam, permitam ou definam novos conceitos de habitar / estar. E ainda destes que o sistema espera que sejam criadores do suporte material / especial da ideologia e, portanto, responsáveis de a tornar visível quotidianamente através da criação de modelos que a cultura de massa se encarregará de fifundir para assegurar a inalterabilidade da situação.

Para além do suporte físico dado a ideologia cabe o arquiteto prescrever para a arquitetura do corpo ade teoria que a suporte, pois como faz notar Harvey, “todas as experiências significarão pouca coisa se não forem sintetizadas em convincentes modelos de pensamento.

Parece-nos de salientar a tradicional inexistência de teóricos, prática que o sistema nunca favoreceu, por razões evidentes, tendo-se continuadamente importado um corpo teórico aplicado textualmente, sem a necessária reflexão e adaptação à situação.

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Esta utilização mecanicista não tem facilitados o aparecimento de uma contribuição original para os movimentos internacionais, que sucessivamente se têm vindo a instituir como modas. De fato, na ausência de um corpo teórico e não tendo as instituições escolares suscitado a formação do espírito crítico e integrador dos conhecimento, suporte a toda criação original, restaria aos arquiteto, enquanto “coisificadores”, repetir os modelos tradicionais existentes ou importa-los. Tivessem as escolas orientado os seus conteúdos programáticos no sentido da analise da realidade sociopolítica, da dinâmica cultura, perspectivando-a dialeticamente, que por certo estaríamos diante de uma prática bem diferente!

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