Arquitetura Técnica

Arquitetura e Analise Crítica, Ainda aplicamos?

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E o modelo Tradicional?

Repetindo os modelos tradicionais, vêm-se perpetuando conceitos de habitar desadaptados da realidade. estabilizadores de mentalidades. A nível formal o resultado desta posição do arquiteto leva ao aparecimento de revivalismos e à proliferação de estereótipos causadores da massificação emonotonia da cidade e da habitação.

Quanto aos seguidores de modas, passando estas pelos filtros do Poder, logicamente serão reprodutores da ideologia dominante, Consequentemente a nível arquitetônico, os modelos são conservadores dos comportamentos e as inovações surgem integradas e propostas pelo sistema dentro  das opções possíveis. Formalmente, o vocabulário empregue não flete a realidade, por uniformizar linguagens em função do discurso dominante, o que implica desprezo por particularismos locais, identificadores de uma cultura própria. Como consequência verifica-se a uniformização das cidades e do Pais em geral, à semelhança do que vai acontecendo à escala mundial.

Ima formação que descure a atenção devida à pesquisa das realidades, em beneficio de originalismos formais e da criatividade por si mesma, torna-se responsável pela desinserção das intervenções posteriores dos arquitetos na sua prática profissional, não habituados à consideração de um pais concreto e apenas capazes de aplicar generalizadamente os usuais modelos por si criados em função de parâmetros abstratos.

Basear um trabalho em premissa poéticas que mascaram as contradições existentes, exigindo uma resposta igualmente poética (os idealistas dirão: “i´homme habite en poète“…), e mais, considerar que é esta a quota-parte de participação do arquiteto na transformação social é uma mistificação de um mau hábito acadêmico, tanto mais que a tão desejada criatividade seria plenamente aplicada noutros aspectos que não excentricamente o formal, o que exigiria uma adequação à realidade dos dados fornecidos e devidamente aprofundados. Como não duvidar dos critérios que persistiram a distinção entre verdadeira e falsa integração durante tantos anos de prática arquitetônica formalista?

Ainda consequência da desatenção prestada à realidade, se pode referir a perda de técnicas, conceitos e forma que numa perspectiva de conservação de patrimônio, democraticamente entendida, poderiam ter sido reconvertidas, e que hoje se perderam totalmente.

Não queremos, contudo, deixar de ressalve a importância que, dentro de um contexto marcado por preocupações quase exclusivamente de ordem estética, assumem as contribuições de alguns arquitetos que conseguiram uma demarcação formal da massa amorfa da produção arquitetônica.

Por seu lado, a experiencia da participação das populações em trabalho conjunto com os técnicos da definição de linhas programáticas, nomeadamente no que respeita ao seu habitat, rapidamente corre o risco de ser recuperada pelo sistema que dessa participação tira vantagens. O técnicos intervenientes no processo arriscam-se a desempenhar o papel de conciliadores entre as exigência das populações e as soluções permitidas e assim serem instrumento, enquanto representante do Sistemas institucionalização de um processo reivindicativo. Por se tratar de um processo participado e por serem satisitas algumas das aspirações manifestadas, sai do Sistema reforçado pela imagem criada. Se isto se processa na generalidade, é um facto que, em dados momentos, a pratica no sentido de introduzir alterações no modelo de vida se torna possível. Tal sera resultado da confluência de uma consciencialização acumulada comum momento histórico preciso.

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Arquitetura Técnica

Arquitetos como técnicos do risco

OS TÉCNICOS E OS ARQUITETOS COMO TÉCNICOS DO RISCO

arquitetos coisificadores

Projetos de Arquitetos “Coisificadores”

Impedir o avanço tecnológico argumentando com os fracassos da sua utilização é confundir a nuvem como Juno… Trata-se, na verdade, e para além do mais, de por em causa as facilidades que a técnica permite para o aligeiramento de um quotidiano sobrecarregado, avaliando-a pela utilização que dela é feita pelo sistema através dos seus funcionários – os técnicos. É neste sentido que se pronuncia J. Lefebvre quando lança a palavra de ordem: “Toda a técnica ao serviço do quotidiano”. Esta posição esbarra contra um reduzido leque de opções que o sistema permite aos responsáveis pela sua aplicação. É dentro destes limites que é dado ao técnico optar, aplicando os seus conhecimentos em soluções de reforço do status, ou assumindo uma posição crítca constante no interior da estrutura, na tentativa de encontrar soluções que não sirvam ao reforço da ideologia dominante ou que sejam de difícil recuperação pelo sistema, o que exige permanente atenua às atualizações operadas pelas forças no poder.

Os arquitetos, cuja formação é também a de um técnico (especialista), encontram-se como tal desarmados ideologicamente, perdidos num labirinto de mitos, modas e perecíveis vanguardas fomentadas por escolas profundamente formalista e elitistas.

“Como se nosso sonho de arquitetos fosse o de sermos o arquiteto de Marques de Pmboal, ja que não podemos ser o próprio Maruês de Pombal – Arquiteto. Como se o sonho dos arquitetos fosse o de substituir o poder político para o pór ao serviço do poder” Portas Nuno.

Sendo a ideologia responsável pela definição dos comportamentos, complete aos coisificadores da ideologia” a criação dos espaços (da habitação e urbanos), de modo a que eles impeçam, permitam ou definam novos conceitos de habitar / estar. E ainda destes que o sistema espera que sejam criadores do suporte material / especial da ideologia e, portanto, responsáveis de a tornar visível quotidianamente através da criação de modelos que a cultura de massa se encarregará de fifundir para assegurar a inalterabilidade da situação.

Para além do suporte físico dado a ideologia cabe o arquiteto prescrever para a arquitetura do corpo ade teoria que a suporte, pois como faz notar Harvey, “todas as experiências significarão pouca coisa se não forem sintetizadas em convincentes modelos de pensamento.

Parece-nos de salientar a tradicional inexistência de teóricos, prática que o sistema nunca favoreceu, por razões evidentes, tendo-se continuadamente importado um corpo teórico aplicado textualmente, sem a necessária reflexão e adaptação à situação.

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Esta utilização mecanicista não tem facilitados o aparecimento de uma contribuição original para os movimentos internacionais, que sucessivamente se têm vindo a instituir como modas. De fato, na ausência de um corpo teórico e não tendo as instituições escolares suscitado a formação do espírito crítico e integrador dos conhecimento, suporte a toda criação original, restaria aos arquiteto, enquanto “coisificadores”, repetir os modelos tradicionais existentes ou importa-los. Tivessem as escolas orientado os seus conteúdos programáticos no sentido da analise da realidade sociopolítica, da dinâmica cultura, perspectivando-a dialeticamente, que por certo estaríamos diante de uma prática bem diferente!

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