Projetos de Casas

Projetos de Casas, Engenharia, Ferro e Cimento

A Revolução pelo design de projetos de casas e pela invenção é a única revolução tolerável por todos os homens, todas as sociedades e todos os sistemas políticos, em qualquer parte!

projetos de casas

Claro que uma revolução aceitável por todos os sistemas políticos não é revolução nenhuma; é, de fato a contra-revolução.

Simone de Beauvoir na Força da Idade critica a posição apolítica do técnico – engenheiro – nos seguintes termos: ” Não é por acaso que para nós (Sartre e ela própria) representa o engenheiro o nosso adversário privilegiado; ele aprisiona a vida no ferro e no cimento. Ele segue em frente, cego, insensível, tão seguro de si como das suas equações e tomando impiedosamente os meos pelos fins”.

A atenção dispensada aos elementos de progressão dialéctica a introduzir na projetação, constitui-se como fator de distinção na práxis do arquiteto, que não deixando de responder adequadamente às solicitações do presente sabe introduzir os parâmetros que permitam potencialmente forma de vida social superior. Pela proximidade de posição na análise que O. Bohigas faz acerta de tal assunto e pela clareza da sua exposição transcrevemos o que o ele refere.

PROJETOS DE CASAS – ALGUNS SIGNIFICADOS

Há uns significados, fatos concretos na nossa sociedade que aceitamos tal como são, sem discutir, e temos um código estabelecido que permite passá-los a formas arquitetônicas, que tão-pouco há que discutir. Produz-se arquitetura de consumo. Nada se põe em crise, nem os significados nem o código. Nada incita a pôr em crise a base da estrutura social, porque a mesma linguagem conforma-se totalmente com a situação. Há outra posição – arquiteto inconformista que crê poder modificar os conteúdos, que há que mudar a sociedade e que isto se pode fazer a partir de atividades como a de arquiteto, que só trabalham com significantes. Faz-se então uma arquitetura de acordo com uma sociedade evoluída que todavia, não existe, saltando-se toda a operação codificada e convertendo a arquitetura num fenômeno incompreensível, porque sem código não ha possibilidade de comunicação.

Trata-se de vanguardismo de caráter utópico porque esta baseado numa sociedade impossível de se predizer. É uma atitude reacionária porque comporta uma intenção de previsão a partir de dados atuais sem aceitar um processo dialéctico.

Nunca devemos deixar de ouvir as antigas e novas gerações tanto de engenheiros, arquitetos ou designers. A intenção desta visão não é fazer apologia à não reinvenção das formas de criar projetos de casas, plantas de casas, ou da forma de pensar no urbanismo em geral, mas sim manter padrões que os mais jovens tendem a ignorar e que são posições conservadoras que destaco neste artigo. Recentemente tive a oportunidade de conversar com uma brilhante Designer de projetos de plantas de casas  e decoração de interiores 3D a Barbara Borges, onde foi de grande valor ouvir como ela trata deste tema. A Barbara Borges, não realiza o projeto de engenharia, apenas realiza os projetos em 3D, realizando terceirização para grandes escritórios e clientes finais, e mesmo com esta visão mais distante do nosso tema, foi nítido, perceber em nossa conversa, como jovens não se atentam mais para os pontos que listamos e o apelo visual é muito maior que o apelo lógico.

Obviamente, esta NÃO é uma crítica a nossa colega, pois o core do negócio dela é outro, mas o que me chamou a atenção, foi que mesmo ela estando em contato com arquitetos e engenheiros de diversas gerações diferentes, ela nunca ouviu falar em tais termos. Infelizmente nossa conversa foi bem rápida, na sala de espera do consultório de nosso Dentista em Santo André no Bairro Jardins, o Doutor Fabio da Clínica Mase, do qual faço questão de destacar.

Uma outra posição supõe que a sociedade evoluirá imprevisivelmente segundo uma dialética própria e, sem consequência, promove novas formas – uns significantes – que não só permitam uma imediata existência da sociedade atual, mas que tenham a suficiente abertura para que as possíveis evoluções – previsíveis ou não – cibam nelas. Mas o impulso para essa evoluções pode forçar-se no campo escrito da arquitetura, pondo em crise os códigos estabelecidos e conformados à atual sociedade injusta e inadequada.

A Abertura , por um lado, e a ruptura do código, por outro, é o passo revolucionário que pode promover a arquitetura. se conseguirmos introduzir as abertas possibilidades de conteúdo uns significantes com códigos novos, não conformistas, introduzimos um elemento de dissolução e um elemento de  progressão dialética da sociedade.

PROJETOS DE CASAS E SEUS ELEMENTOS

projetos de casas e seus elementos

A introdução de tais elementos pode eventualmente ser socialmente rejeitada, dependendo tal fato de inúmeros fatores que poderão ir desde uma interiorização, consumada dos valores da ideologia dominante até a recusa por associação com um passado de opressão, e não se deverá esquecer que estes elementos, embora possam incomodar, o devem fazer apenas até onde sejam entendidos, sem o que perderão a desejada eficácia operacional.

Para além do mais, a fim de não defraudarmos as nossas próprias expectativas, aquando da introdução dos elementos de ruptura dos códigos estabelecidos, deve-se ter presente que, como sugere uma conhecida lei econômica sobre a relação que existe entre a satisfação e as exigências, não há dúvida de que as expectativas das pessoas estão sempre em relação com o que têm as pessoas são como disse Aranguren, relativamente realistas.

Uma posição social ou econômica implica não só um âmbito de consciência possível, como viu Marx, mas também um âmbito de expectativas possíveis, ou ainda como diza Natalie Sarrauthe, falando as inovações radicais doem mais do que comprazem. Tanto assim é que os amantes destas inovações, não sendo eles criadores, tiveram que agrupar socialmente: São os snobes culturais das nossas cidades.

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